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Duas em cada dez mulheres no Brasil já foram ameaçadas de morte por parceiros atuais ou ex-companheiros

Apesar do medo gerado pelas ameaças, apenas 30% das vítimas formalizam queixas à polícia

Duas em cada dez mulheres no Brasil já foram ameaçadas de morte por parceiros atuais ou ex-companheiros
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Duas em cada dez mulheres brasileiras (21%) já foram ameaçadas de morte por parceiros ou ex-parceiros, e seis em cada dez conhecem alguém que viveu essa situação, revela a pesquisa Medo, ameaça e risco: percepções e vivências das mulheres sobre violência doméstica e feminicídio. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Patrícia Galvão e pela Consulting do Brasil, destaca que mulheres negras são as mais afetadas por essas ameaças, tanto como vítimas diretas quanto indiretas.

Apesar do medo gerado pelas ameaças, apenas 30% das vítimas formalizam queixas à polícia, e somente 17% buscam medidas protetivas, que poderiam afastar os agressores. A pesquisa também aponta que a crença na impunidade dificulta o enfrentamento ao problema: duas em cada três mulheres acreditam que os agressores não são punidos, e apenas 20% têm a percepção de que os autores de violência terminam presos. Essa sensação de impunidade está associada, segundo 60% das entrevistadas, ao aumento dos casos de feminicídio no país.

Outro dado preocupante é a subestimação do risco por parte das vítimas. Quase metade das mulheres entrevistadas (42%) acredita que muitas vítimas não enxergam as ameaças de morte como um perigo real. A pesquisa também evidencia que, mesmo com o rompimento em 60% dos casos de ameaças, a sensação de insegurança e a falta de proteção efetiva continuam sendo obstáculos para a denúncia e o enfrentamento da violência doméstica.

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A percepção sobre o sistema de proteção à mulher também é crítica. Embora 80% das entrevistadas considerem a rede de atendimento às vítimas eficiente, acreditam que ela não consegue atender a demanda crescente. Propostas como campanhas para estimular denúncias e o uso de redes sociais como ferramentas de conscientização foram apontadas como ações promissoras para combater a violência.

Com 90% das participantes afirmando que os casos de feminicídio aumentaram nos últimos cinco anos, a pesquisa reforça a urgência de ações integradas que tratem as denúncias com seriedade e ampliem a eficácia das medidas protetivas. Para enfrentar o cenário de violência e impunidade, as mulheres destacam a importância de uma Justiça mais comprometida e de políticas públicas que deem prioridade à proteção e segurança das vítimas.

FONTE/CRÉDITOS: LARANJEIRAS NEWS - THAIS SOUZA
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