Nesta quinta-feira (19), os católicos celebram o Corpus Christi, uma das datas mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. A festa, que acontece sempre 60 dias após a Páscoa, é dedicada à veneração do corpo e sangue de Jesus Cristo presentes na Eucaristia. O dia é marcado por missas solenes e procissões, que expressam a fé dos fiéis e reforçam a centralidade da Eucaristia na vida cristã.
Uma das tradições mais conhecidas da data é a confecção dos tapetes coloridos nas ruas por onde passa a procissão. Os desenhos são feitos por voluntários com materiais simples, como serragem, pó de café, sal, areia e flores. As imagens retratam passagens bíblicas, símbolos eucarísticos e mensagens de fé. “Os tapetes acabam sendo como que uma Bíblia aberta, expressa nas imagens e mensagens que trazem”, explica o padre Kléber Silva.
Segundo o padre Marcelo Motta da Silva, Corpus Christi é uma solenidade que celebra a presença real de Cristo na hóstia consagrada. “É uma festa do Santíssimo Sacramento, do corpo e sangue de Cristo. Após a missa, a hóstia é colocada no ostensório e levada em procissão para a adoração dos fiéis”, detalha o religioso. A procissão é um momento de devoção pública, em que os católicos testemunham sua fé nas ruas das cidades.
A celebração de Corpus Christi teve início em 1247, na Diocese de Liége, na Bélgica. Anos depois, em 1264, o Papa Urbano IV instituiu oficialmente a solenidade por meio da bula Transiturus de hoc mundo. Desde então, a data passou a integrar o calendário litúrgico da Igreja, sendo adotada em diversos países com maioria católica, como o Brasil.
Mais do que uma data religiosa, Corpus Christi é também um momento de expressão comunitária e cultural. As ruas se transformam em verdadeiros corredores de arte e fé, envolvendo crianças, jovens e adultos na preparação dos tapetes. A celebração une tradição e espiritualidade, reforçando os laços de devoção e pertencimento entre os fiéis.

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