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O Brasil das Ruas: a Democracia no tom da MPB

Não dava para fechar o mês sem as fofocas políticas deste grande fazendão com wi-fi chamado BRASIL

O Brasil das Ruas: a Democracia no tom da MPB
Carolina Costa - Política Diversa
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Por Sabrina Castro.

Oi, amizades!! Olha a gente aí de novo.

Não dava para fechar o mês sem as fofocas políticas deste grande fazendão com wi-fi chamado BRASIL.

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Nosso país respirou política e música neste fim de semana. Enquanto o PL da Anistia e a PEC da Blindagem tentavam correr soltos no Congresso, o povo brasileiro mostrou que não aceita golpe com cara de legalidade. Em São Paulo, inúmeras pessoas tomaram a Avenida Paulista; assim como em outras várias capitais, multidões gritaram contra a impunidade. A mensagem é clara: não se anistia quem tentou destruir a democracia e não se blinda quem tem medo da Justiça.

A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, exige aval do Congresso para processos e prisões de parlamentares, criando um escudo para políticos que deveriam responder como qualquer cidadão. Já o PL da Anistia propõe perdoar golpistas do 8 de janeiro, um tapa na cara de quem defende o Estado de Direito. Mas as ruas — vermelhas, verdes, azuis, multicoloridas — lembraram que a democracia não é negociável.

Nesse cenário, Lula colhe bons ventos: pesquisas recentes mostram aprovação em alta, reflexo de uma postura firme contra as manobras de blindagem e de políticas econômicas que começam a dar resultados. Enquanto isso, Bolsonaro e seus aliados aparecem cada vez mais isolados, com menos força para gritar e menos espaço para manobrar. Até Donald Trump, que tentou provocar o Brasil com tarifas e declarações de apoio a extremistas, acabou reforçando a narrativa de soberania defendida pelo governo.

No tabuleiro global, o BRICS surge como contraponto às velhas potências, dando ao Brasil espaço para alianças estratégicas e mais autonomia econômica. É o Sul Global dizendo que não vai mais se ajoelhar. E, como se não bastasse, a cultura brasileira fez sua parte: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Daniela Mercury e tantos outros levaram poesia, ritmo e resistência para os atos, provando que a arte é combustível de luta.

Enquanto isso, o Congresso deveria estar debatendo medidas que aliviem a vida do povo — como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais — em vez de investir energia em novas tentativas de golpe disfarçadas de institucionalidade. Mas o recado das ruas foi forte: democracia não é concessão, é conquista diária.

Como canta Caetano em Podres Poderes:
"Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de ridículos tiranos?"

Hoje, a resposta ecoa nas praças: não, não confirmaremos. O Brasil que dança e canta é o mesmo que luta.

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Sabrina Castro (@scastro_adm) é Professora, Cientista Ambiental e articulista do Portal Diversa. Além de grande entusiasta dos ventos de transformação social e sommelier de Toddynho nas horas vagas.

FONTE/CRÉDITOS: Sabrina Castro
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