MPI lança série de Seminários Nacionais de Políticas para a Juventude Indígena com foco em Direitos e Acesso à Justiça
Iniciativa percorrerá as cinco regiões do Brasil para ouvir, compreender e atender às demandas da juventude indígena em temas como saúde, educação, segurança, sustentabilidade, territórios, cultura e identidade.
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Brasília, DF – Com o objetivo de instituir um espaço dedicado à consulta livre, participação e escuta ativa da juventude indígena, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), por meio da Secretaria de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas (Seart), do Departamento de Línguas e Memórias Indígenas (Deling) e da Coordenação de Política para a Juventude Indígena (COPJI), iniciou, nesta semana, o ciclo de encontros do ‘Seminário de Política Nacional e acesso à justiça, Promoção de Serviços e Direitos Sociais para a Juventude Indígena’. A agenda nacional, teve sua primeira etapa realizada do dia 03 a 06 de junho, em Recife (PE), no Salão Maracatu, localizado no Euro Recife Boa Viagem, reunindo lideranças e representantes da juventude indígena do Nordeste.
A programação nacional que vai abranger todas as cinco regiões do País, reuniu em sua primeira parada, mais 120 participantes e também contoucom representantes da juventude indígena dos Estados de Minas Gerais e Espírito- área de abrangência da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) uma das apoiadoras da programação.
As discussões abordamtemas centrais como saúde, educação, segurança, sustentabilidade, territórios, cultura e identidade (Foto: Priscilla Peixoto)
Adotando uma abordagem inclusiva, o Seminário vem para atuar como um instrumento estratégico de participação social. A finalidade é auxiliar no diagnóstico de demandas prioritárias, que serão utilizadas para a elaboração de propostas e recomendações visando atender às necessidades específicas dessa parcela da população.
As discussões abordamtemas centrais como saúde, educação, segurança, sustentabilidade, territórios, cultura e identidade. Mediadas por facilitadores regionais, as rodas de diálogo permitem a exploração aprofundada das pautas e a coleta de dados para a formulação de relatórios regionais.
Ao final do processo, um documento consolidado será apresentado pela Seart e seus parceiros, como destaca a coordenadora de Políticas para Juventude Indígena da COPJI, Larissa Pankararu, que celebra o sucesso e a potência desse encontro de saberes.
“Estamos muitos felizes com o início dessa jornadapotente de troca de saberes, confraternização e escuta atenta a todos pontos dialogados nesses dias intensos de atividades. Notamos uma juventude que veio realmente trazendo demandas de seus territórios e querendo ser ouvida”.
Coordenadora de Políticas para Juventude Indígena da COPJI, Larissa Pankararu (Foto: Priscilla Peixoto)
Representando a juventude
ParaJoão Victor, indígena do Povo Pankararu, queesteve no evento enquanto representante da juventude pelaArticulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o seminário foi uma oportunidade de colocar na mesa, pautas importantes debatidas pela perspectiva daqueles que, apesar de jovens, têm conhecimentos e vivênciasque auxiliem, positivamente, em uma amanhã melhor.
“Foi muito rico ouvir e ver tanta gente falando com afinco sobre o que aflige cada jovem em sua região e o que pode ser feito.Nosso grupo trabalhou o tema territórios e sustentabilidade e foi uma discussão que se debruçou sobre o nosso papel enquanto jovem na defesa dessa pauta e também ressignificara tão falada sustentabilidade a partir de nossas vivências e cosmo percepção. Entender que somos uma extensão de nossos territórios e precisamos cuidar de nós e em respeito às gerações que já vieram e para as próximas que virão.”
Para Bruno Siqueira, do Povo Tupinikin aldeia de Irajá, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo,também destacou a importância de Seminários comoespaço para formação de futuras lideranças. “Penso que espaços como este, precisam ser abraçados pois é aqui podemos apresentar propostas e para além disso, criamos mecanismos para que nossos jovens sejam futuros líderes e essas articulaçõescomeçamem atividades como essas”.
Realização da 1ª etapa do Seminários Nacionais de Políticas para a Juventude Indígena (Foto: Priscilla Peixoto)
Apoio e Fortalecimento Institucional
Além da Apoinme, a iniciativa conta ainda com o apoio fundamental do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (Fadex),da Universidade de Pernambuco (UPE)e Coordenação de Saúde Integral da População LGBT (CSILGBT).A agenda, tabém teve a colaboração de integrantes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Pernambuco.
A programação para a realização dos Seminários seguirá a seguinte ordem:1ª etapa – Nordeste; 2ª etapa – Sudeste; 3ª etapa – Centro-Oeste; 4ª etapa – Sul e 5ª etapa – Encerramento na Região Norte com dois encontros finais.
Troca de Saberes e Engajamento Contínuo
Além dos seminários territoriais, cada um com duração de três dias, o projeto prevê encontros virtuais com coletivos e grupos de jovens indígenas organizados. As reuniões online possibilitarão o compartilhamento de vivências, ampliando a troca de saberes, reflexões e um aprofundamento nos temas debatidos ao longo da jornada.
“Estamos prontos para mais esta missão e acreditamos que alcançaremos diretrizes que representem as reais necessidades da juventude indígena, respeitando suas diversidades regionais, culturais e sociais. Reunindo lideranças e representantes da juventude indígena do Brasil para fazermos história!”, finaliza Larissa.
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