No julgamento de Jair Bolsonaro, enquanto o país prendia a respiração, Alexandre de Moraes resolveu soltar… os cachorrinhos. Não literalmente, claro, mas em forma de gravata Salvatore Ferragamo cor-de-rosa, salpicada de estampas caninas.
Foi um gesto inesperado no teatro solene do Supremo Tribunal Federal. Em meio ao preto austero das togas, lá estava um detalhe quase debochado, quase pop ou aesthetic como nós, GenZ dizemos.
O rosa, tão associado à delicadeza e ao afeto, contrasta com a imagem dura e impassível de um ministro. Já os cachorrinhos, discretos, quase sorrindo da gravidade da cena lembravam que até o poder tem suas ironias de estimação.
A moda, afinal, nunca é inocente. A Ferragamo entende bem disso disso: suas gravatas lúdicas já acompanharam políticos do mundo inteiro, equilibrando rigidez com um toque de humanidade.
Moraes, ao vestir cachorrinhos em grife italiana, talvez tenha dado um recado: o poder também sabe brincar. Ou, quem sabe, foi apenas uma piscadela de bastidor em meio ao palco da história.
Entre acusações, votos e olhares tensos, o acessório roubou alguns segundos de atenção. O olhar atento de Gabriela Biló registrou a beleza do momento.
A toga dizia autoridade; a gravata, sutilmente, dizia: “calma, eu também sei sorrir”. E, de repente, a moda tornou-se parte do julgamento lembrando que o estilo, mesmo num tribunal, jamais deixa de ser uma forma de discurso.
E, claro, não podemos deixar de registrar o que os fãs atentos já notaram: “O cachorro do Supremo. Xandão! Maridão de Dona Vivi!” Detalhe bem-humorado comum aos ouvintes crônicos do podcast Medo e Delírio em Brasília. Não sei se foi referência, mas que é divertido, elegante e absolutamente memorável, ah… isso é.

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