O rompimento de um aterro no quilômetro 23 da BR-319, na travessia do Rio Curuçá, interrompeu completamente o tráfego na rodovia neste domingo (1º).
A estrutura de barro, utilizada como rampa de acesso à balsa, cedeu diante da forte correnteza do rio, impedindo a passagem de veículos, principalmente caminhões e ônibus. A situação gerou transtornos para motoristas e passageiros, que chegaram a cruzar o trecho a pé.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram filas de veículos, passageiros caminhando e a extensão do dano causado pela força das águas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve dano à ponte em construção no local, apenas ao aterro provisório que permitia o acesso à balsa. A estrutura improvisada vinha sendo utilizada desde o colapso da antiga ponte, que desabou em setembro de 2022, deixando cinco mortos.
No domingo, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) chegou a tentar restabelecer o acesso com um novo aterro de pedras. No entanto, a força da correnteza destruiu a solução emergencial ainda no mesmo dia.
O órgão informou anteriormente que a nova ponte sobre o Rio Curuçá está prevista para ser concluída em setembro deste ano, mas, até o momento, não divulgou um novo plano para solucionar a atual interdição.
O bloqueio afeta diretamente o escoamento de cargas e o transporte de moradores entre o interior do Amazonas e a capital, Manaus. Caminhoneiros e passageiros aguardam desde domingo a liberação da via, mas seguem retidos nesta segunda-feira (2), sem previsão de retomada do tráfego. A paralisação traz impactos logísticos e econômicos para a região, já conhecida por sua vulnerabilidade em infraestrutura viária.

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