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Metade das áreas atingidas pelo fogo no Mato Grosso é do bioma Amazônia

O acumulado deste ano é o segundo maior dos últimos 15 anos

Metade das áreas atingidas pelo fogo no Mato Grosso é do bioma Amazônia
Amanda Perobelli/Reuters
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MANAUS (AM) – Levantamento do Instituto Centro de Vida (ICV) determinou que 50% das áreas atingidas pelas queimadas no Mato Grosso pertencem ao bioma Amazônia. O Estado concentra três biomas: o Cerrado, que aparece no ranking em segundo lugar, com 34%; e o Pantanal, com 16%. A plataforma de monitoramento inclui mapas online, painéis de dados e mapas históricos, oferecendo uma visão abrangente sobre as ameaças ambientais.

Os dados foram levantados pelo sistema de Inteligência Territorial do ICV, com a colaboração do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Departamento de Terras e Registros (Dter), e divulgados nesta terça-feira, 2. A frequência de atualização do portal varia conforme o conjunto de dados. As principais ameaças monitoradas pelo portal são o fogo e o desmatamento.

(Reprodução/ICV)

O mapa detalha as principais áreas atingidas pelos incêndios, que ocorrem em maior frequência em territórios savanificados e pastagens. Áreas de floresta apresentam mais de 71 mil hectares atingidos pelas chamas, cerca de 11% do total. Ano passado, o portal indicou picos de incêndios fora de época.

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Um dos responsáveis pelo sistema de inteligência territorial, Vinícius Silgueiros, relatou que “a maioria dos incêndios, em 2023, aconteceu no mês de maio, mas geralmente esse aumento acontece a partir de agosto”.

(Reprodução/ICV)

Conforme o painel, as queimadas em áreas indígenas representam 17% de 644 mil hectares. As áreas mais atingidas não estão cadastradas em nenhum órgão governamental, que incluem estradas e regiões próximas a rios. Entre os três municípios mais atingidos pelas ocorrências estão Cáceres, com 11%; Tangará da Serra, com 10%; e Poconé, com 6%. Queimas controladas são permitidas em imóveis rurais, e 14% dos registros ocorreram em áreas com autorização.

Dados

O ICV trabalha com a agricultura familiar e realiza a tipologia fundiária utilizando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com isso, conseguem medir onde estão ocorrendo desmatamentos e queimadas.

O Instituto também acessa bases de dados da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Estado, do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Sistema Nacional de Cadastro Rural (Sincar).

O Instituto utiliza geotecnologias para promover uma compreensão integrada da dinâmica territorial. Essas ferramentas são aplicadas no planejamento do uso do solo e dos recursos florestais, embasando práticas produtivas sustentáveis e monitorando as transformações da paisagem, com foco nas perdas e ganhos de floresta.

Incêndios no Pantanal

Após a temporada de fogo em novembro do ano passado, o Pantanal voltou a ficar sob alerta. Entre janeiro e o início de junho de 2024, os focos de incêndio no bioma aumentaram 974% em comparação com o mesmo período de 2023.

Os dados são do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Atualizada diariamente, a plataforma mostra que, até o dia 4 de junho, o bioma registrou 978 focos, em comparação com 91 focos em 2023.

O acumulado deste ano é o segundo maior dos últimos 15 anos, ficando atrás apenas de 2020, quando foram registrados 2.135 focos. Naquele ano, cerca de 30% do bioma foi consumido pelas chamas.

O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) reportou que o Rio Paraguai, o principal da região, apresenta os menores níveis históricos. Desde o início do ano, a estação de medição de Porto Murtinho (MS) registrou alturas abaixo de 250 cm, enquanto o normal varia entre 250 e 550 cm no período.

O governo federal anunciou, em junho, o lançamento de um pacto com governadores do Pantanal e da Amazônia para combater incêndios, devido às projeções de seca intensa para os dois biomas. A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, afirmou que o governo precisará de recursos extraordinários para a contratação de brigadistas e a implementação de políticas de prevenção.

FONTE/CRÉDITOS: Carol Veras - Da Revista Cenarium
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