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Coletivo promove vivência artística de resistência feminina 

Intervenção reuniu 21 mulheres em um ato de reparação à memória feminina, utilizando arte, oralidade e metodologia sociodramática como ferramentas de denúncia 

Coletivo promove vivência artística de resistência feminina 
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SÃO PAULO (SP) - O Coletivo Mal Amadas - Poéticas do Desmonte realizou intervenção no Espaço Vem Maria, reunindo 21 mulheres em uma vivência marcada por arte, memória e partilha. Mais do que um encontro artístico, a atividade reafirmou o compromisso do coletivo em criar espaços de escuta e reflexão, onde a arte se torna ferramenta de denúncia, acolhimento e transformação social.A prática foi conduzida por Maria Baião, multiartista, pós-doutora em Arte e Gênero pela ECA/USP, pós-doutorada em artivismo feminino, coordenadora do Centro Informação Mulher (CIM), que guiou o grupo em reflexões profundas sobre corpo, ancestralidade e resistência feminina. A programação contou ainda com a performance das atrizes Samira Lochter e Cristina de Cássia Costa Alves , que trouxeram à cena uma leitura sensível e crítica das dores e potências da mulher contemporânea.

O evento no Vem Maria integrou a proposta das "Oficinas de Leitura, Escritura e Oralidades" do coletivo. Essas oficinas têm como foco estimular ações coletivas, como a leitura crítica e a oralidade, a partir de uma perspectiva sociodramática e decolonial, com veto à injustiça epistêmica.O projeto tem um objetivo claro de reparação histórica: o resgate da memória feminina como um ato de reparação ao apagamento e silenciamento das mulheres na história oficial da humanidade. Trata-se de um exercício em que o saber de si e o contar de si são o material para a criação de uma poética colhida da vida — afetiva, política, profissional, familiar e comunitária. Essa poética materializa-se na escritura de contos, poemas, antipoemas e performances.A metodologia é articulada a partir da educação popular, priorizando o modo dialógico sem hierarquias e a construção coletiva dos saberes. São adotados procedimentos sociodramáticos para fomentar o protagonismo do coletivo e o fortalecimento de vínculos.

Para receber as participantes, o espaço foi cuidadosamente preparado com instalações e exposições imersivas. As participantes foram recebidas por uma exposição de fotos de mulheres africanas e da diáspora, ampliando o olhar para a pluralidade de narrativas. A exposição de códigos patriarcais como um vestido de noiva simbolizando as construções sociais sobre o feminino, é um convite à reflexão sobre os papeis tradicionais, forçando a reflexão sobre papéis tradicionais. Já o "espaço do feminicídio" apresentou relatos de mulheres assassinadas de forma violenta, servindo como denúncia e mantendo viva a memória dessas vidas. 

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Enquanto a exposição de quadrinhos pintados por participantes de edições anteriores, autoimagem, evidenciou a continuidade do trabalho do coletivo em diferentes eventos.

O Coletivo Mal Amadas, assim, reitera,  em resposta ao apagamento e calamento das mulheres, sua missão de transformar a leitura e a oralidade em descoberta de escritoras e poetas adormecidas em cada mulher.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria
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